Ditongos abertos “ei” e “oi” são acentuados quando ocorrem em palavras terminadas em -r. Exemplos: Méier, destróier, blêizer, gêiser
- Usa-se acento circunflexo nos paroxítonos com encontro "ôo" em palavras terminadas em -n. Exemplo: herôon
- Paroxítonos terminados em -om também devem ser acentuados. Exemplos: iândom, rádom
- Usa-se acento no hiato "ui", quando a vogal tônica é o "i". Exemplo: arguí (1ª pessoa do singular do pretérito do indicativo)
- O acordo afirma que "emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica". As exceções estão limitadas às palavras explicitamente relacionadas no acordo, admitindo apenas formas derivadas e aquelas consagradas pela tradição ortográfica dos vocabulários oficiais (ou seja, presentes em dicionários brasileiros e portugueses). Exemplos: passatempo, varapau, pintassilgo
- Não se usa hífen depois do prefixo an- quando o 2º elemento começa com h-. Exemplos: anistórico, anepático
- Usa-se hífen nos substantivos compostos formados com elementos repetidos, com ou sem alternância vocálica ou consonância de formas onomatopeicas. Exemplo: blá-blá-blá, reco-reco, trouxe-mouxe
- Além das denominações botânicas e zoológicas, que já contam com uma regra clara no acordo, os produtos afins e derivados também devem receber hífen segundo a tradição ortográfica. Exemplo: azeite-de-dendê, bálsamo-do-canadá. Observação: não se acentuam expressões como água de coco e sumo de laranja
- Não se emprega hífen em formas homógrafas de denominações zoológicas e botânicas com hífen. Exemplo: bico de papagaio (quando não designa a planta, mas a doença)
- Prefixo co- não exige hífen. Exemplos: coerdeiro, coabitar
- Prefixos átonos pre-, re- e pro- não demandam hífen. Exemplos: reeleição, propor, preencher
- Nas palavras compostas, quando não há perta de fonema do 1º elemento e o 2º começa com h-, o uso do hífen é facultativo. Exemplo: carboidrato e carbo-hidrato
- Devem ser consideradas locuções (portanto, rejeitam o uso do hífen) as unidades fraseológicas com sentido substantivo. Exemplos: "Foi um deus nos acuda", "Adotou-se o princípio do salve-se quem puder"
- Expressões latinas não empregam hífen, exceto quando estão aportuguesadas. Exemplos: pro labore e pró-labore, in octavo e in-oitavo
- Não se emprega hífen nos casos em que as palavras "não" e "quase" funcionam como prefixos. Exemplos: não fumante, quase irmão.
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